quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cine Terror na praia - Parte 4


O evento é uma mostra cinematográfica organizada com produções capixabas e nacionais de filmes de terror e fantasia. Conta ainda com a presença de vários diretores que apresentam suas produção, além de participarem de um bate-papo descontraído.

Ofereceu atividades de:
Oficina: Filme a qualquer custo, com Christian Caselli 
Workshop: Maquiagem de zumbis, efeitos especiais para cinema e teatro, com Rodrigo Aragão (Fábulas Negras)
Oficina: Como elaborar campanhas promocionais, com Ana Maria Novaretti

Participei do workshop de Zumbie e do curso do Sebrae.

Realizado em Guarapari-ES, próximo ao Radium Hotel.
As apresentações são ao ar livre.

DIÁRIO do Palco

Confesso que não conhecia o evento. Não imaginava que alguém no Espírito Santo tivesse tamanha ousadia para oferecer uma proposta vinculada ao nicho dos filmes de terror. E sabe que, muito me agradou o projeto. 

Tarde de Sexta.

O assunto é maquiagem, efeitos especiais para cinema e teatro. Rodrigo Aragão adentra o salão do Radium Hotel com seus zumbies e uma imensidão de material para maquiagem. Um grupo formado de crianças, adolescentes e adultos o aguardava.
Pois é, estávamos diante de muita novidade. Três se aventuraram na maquiagem. O grupo se deslumbrava com os artifícios da maquiagem. Ele nos ensinou receitas para moldar orelhas, queimaduras, sobrancelhas de magos, sangue e todas as formas inimagináveis de alteração podiam ser (re)produzidas. Tudo com receitinhas cujos ingredientes são acessíveis a todos. Como exemplos: látex, chocolate, mel, calda de morango, gelatina sem sabor, glicerina, óleo de amêndoa, trigo e muito mais. Além de maquiagem tradicional a base de água e ou de óleo.

Quem se deparou com os participantes pelas ruas ficou muito surpreso. A situação gerou burburinhos. 

Foi uma experiência inédita e fabulosa.


Tarde de Sábado.

Com um público mais maduro e um adolescente, a oficina se inicia com a divisão em pares. Um colhe informações do outro, e posteriormente as apresenta ao grupo. Meu dupla foi um amazonense natural de Parintins. Feliz coincidência. A atividade foi bastante descontraída.
Sabe o conceito dos 4P’s? Pois é, multiplicaram-se. Agora é P de público, preço, produto/serviço, ponto de venda (praça é antigo), pesquisa constante, processo bem feito e por aí vai.
Fonte: fabulasnegrasproducoes.blogspot.com.br
As pessoas possuem por hábito não perguntar sobre o produto de interesse para quem trabalha com ele e com o público que o consome constantemente: “As pessoas tem medo de mostrar que não sabem”. Perguntem!
O curso almejava como público-alvo os comerciantes e comerciários da cidade. No entanto, houve bastante rejeição por parte do público. Até por manterem um padrão de empresa familiar na localidade.
Até encontrei uma publicitária na turma, e assim, mais uma feliz coincidência: estudamos cinema com o mesmo professor. (não, não vou citar o nome do meu querido professor). Posteriormente, a turma se dividiu em grupos para uma atividade sobre desenvolvimento do plano de comunicação para uma empresa X. Surgiram boas ideias com enigmas e desfechos surpreendentes.
A orientadora da pauta do Sebrae é a gentileza em pessoa.

Noite de Quinta e Sábado.

A Banda de Congo "Panela de Barro" abre o evento. E a vontade de dançar, rodopiar e festejar junto ao grupo que é tanta?! Evoca alegria. Dirijo-me até uma integrante do grupo de Congo e pergunto sobre a localidade do grupo de “congada” capixaba. Ela me responde que “congada” é de Minas Gerais, o capixaba é CONGO. E me diz que são de Goiabeiras, em Vitória. E ainda pergunto mais, sobre a origem do congo. Ela me disse que “tem origem do negro, do índio e do branco. É uma mistura”. Por ser tão aficionada nas próprias raízes nordestinas, acabo por me desprender da cultura capixaba. Mas, convenhamos, as danças tradicionalmente afro e indígena são as melhores para bailar.
 
A identidade adotada pelo grupo organizador se baseia no estilo sombrio. (é o que se espera, não é mesmo?!).  No entanto, são pessoas muito amáveis, de uma cortesia impressionante. Até mesmo os produtores dos filmes de terror adotam o estilo. Era o que se via. Mas o que se notava era a educação aprimorada que circulava no ambiente. 

A chuva também assustou. Na quinta e na sexta-feira as apresentações foram no interior do Radium Hotel. Mesmo assim, não impediu que o evento continuasse agradável, apavorante e divertido. Enquanto no sábado o público pode apreciar o cinema como foi o prometido: ao ar livre.

Uma informação que muito me agradou:
Os filmes de terror no Brasil buscam no rico folclore nacional características para seus personagens. Mesmo que ainda seja forte a influência dos zumbis, como os de Thriller de Michael Jackson, e dos vampiros do início do século passado, os produtores e cineastas tendem a fortalecer a identidade nacional em suas obras.

Uma das produções que muito me surpreendeu foi Nove e Meia, de Felipe Ferreira. Uma obra encantadora. 

Linguinha - The Killer, de Mauricio Junior. Produzida em Guarapari, a obra é excelente: divertida, divertidamente aterrorizante, utiliza-se de influência do pop art, e todo o cenário é originalmente regional.   

O termo que mais ouvi no evento foi trash. Uma estética.


O Cine Terror na praia foi um projeto idealizado pela produtora Fábulas Negras Produções. Além do fantástico evento, atua no incentivo à produção audiovisual no cenário regional e nacional. Sucesso!
http://fabulasnegrasproducoes.blogspot.com.br/

Cultura Nativa – TV Gurapari
“A fúria de Linguinha nas telonas”


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